terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Colho-me


A manhã já deu, há tempos, lugar à tarde... O sol, que antes limitava-se a me tocar, tímido, agora já se faz íntimo e me abraça, me queima, ousa mudar de cor a minha pele. As flores parecem ter vida e vontade próprias e transformam a simples colheita salvadora numa eterna e prazerosa fabricação de coroas... Uma vem parar direto na minha cabeça, misturando-se com os meus cabelos e com meus pensamentos, de forma que fica difícil saber onde um começa e o outro termina. Em mim jorra uma cachoeira de suor e de desejos. Me aceito. Me gosto. Me desnudo. Me transformo em flor. Assim me reconheço. Me colho. Sinto prazer nisso. E é aí que tudo começa, recomeça...!!!

Um comentário:

  1. Lindo demais, amiga! Saudade de seus textos sempre belos e intensos!

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