sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus ano velho...


Dia de retrospectiva... inconscientemente. Lembranças, sorrisos e algumas inevitáveis lágrimas...
Tentativa de deixar para trás tudo aquilo que me prende e me angustia. Desejo de iniciar 2012 leve, sem nada de inútil na bagagem (levando só a de mão). Não precisamos de muita coisa... apenas a certeza de que Deus está conosco e todo o resto vem daí. E ponto.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Uma missão!



Já fiz listinhas quilométricas de pedidos para 2012... Achava que, sendo mãe, a tendência seria essa listinha triplicar, mas, curiosamente, ela se resumiu a apenas um, o mais precioso, o mais essencial. A cada dia que passa eu me sinto mais conectada a Deus, mais íntima Dele, e como isso nos transforma, de maneira profunda! Se antes eu só desconfiava de que não posso mais viver sem a presença Dele em minha vida, de uns anos pra cá eu tenho absoluta certeza disso, e ainda vou mais além: minha família TODA precisa... meus amigos, meus alunos, meus vizinhos... todo mundo, e não vou descansar, em oração, até ver cada um louvando a Ele, tomando-o como Norte. Capacite-me, Senhor, para que eu possa fazer isso sem me tornar chata e intolerante! Amém!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Domando a mim mesma


Tenho tentado aprender, pacientemente, muitas coisas, mas não é nada fácil. Às vezes tenho vontade de mandar muitas coisas e pessoas às favas (para não dizer outra coisa), mas sinto que aturá-las e mais adiante aceitar conviver com elas faz parte da minha missão, do caminho da nova Andreia que tem nascido, como toque mais presente e diário de Deus. Sei que é Ele me moldando, me tornando uma pessoa melhor e mais sábia, e como isso me conforta, me freia! Às vezes surpreendo-me a mim mesma, principalmente. E busco, busco, busco, ainda que isso implique em lidar mais fundo com algumas dores. Em algum momento vai valer a pena. Aliás, já tem valido!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


 
Tenho tentado encontrar coragem até nos meus dias de maior medo, de maior pesadelo. Muitas coisas que eu temia já aconteceram e não foram evitadas por eu pensar nelas, então... Não quero mais saber de sentir medo do medo de senti-lo... CORAGEM, só coragem para lidar com todos os paradoxos apresentados pela vida! Sempre!

domingo, 25 de dezembro de 2011

O amor é contagioso...



O filme não é nada novo, é de 1998, e eu não entendi porque demorei tanto tempo para assisti-lo, ainda mais sendo cinéfila assumida antes de Miguel nascer! Só hoje, por alguma razão, justamente no dia de Natal, eu cismei de assistir à "Patch Adams - O amor é contagioso" e como fiquei emocionada! Chorei em muitos momentos do filme! Nooossa!

Como algumas pessoas sofrem por ser "diferentes"! São perseguidas, julgadas, apontadas como loucas... São inúmeras as batalhas a mais, provas de fogo... mas, por mais que demore e o deserto pareça maior do que é, um dia os aparentes algozes se cansam. A vitória, tão suada, chega, e isso dá ainda mais sabor a ela!

Sinto-me um espinho também, para muitos, mas um espinho também impossível de ser arrancado, doa em quem doer. E olha que às vezes dói mais em mim mesma, com minhas tentativas (frustradas) de anestesia. Vale a pena lutar por aquilo que acreditamos, para defendermos a nossa essência, ainda que pareçamos sozinhos, pequenos, frágeis, pois há uma força muito maior que nos rege e que nunca deixará que nos arrebentemos! Além disso, há aqueles que sempre conseguem admirar o que há em nós de mais puro e verdadeiro. No final, o bem sempre triunfa, e sei que muitos ainda tirarão do bolso, surpreendentemente, no momento certo, o que parece ser o nariz de palhaço (salvador), que corresponde à nossa ousadia, à nossa marca registrada!

Assim como a personagem desse filme, sofro de "Felicidade excessiva", quase sempre, e tenho muito orgulho disso, mesmo sabendo que isso incomoda tanta gente! Que se incomodem! Só lamento!  E reforço aqui o quanto ainda me surpreendo ao constatar como Deus é misericordioso e sabe da nossa necessidade de uma resposta DIRETA Dele, pessoalíssima tantas e tantas vezes! E como Ele, sem banalizar isso, nos dá! Tem me dado, mais até do que mereço, desconfio.  Obrigada, Senhor!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mais Caio do que Clarice?!



"Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem."

(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Revolta!!!



Acho que ando precisando trocar sinestesia por anestesia, pelo menos até encontrar meu ponto de equilíbrio. Cheguei a passar mal quando vi a reportagem sobre uma enfermeira VADIA de 22 anos que maltratou e espancou tanto um cãozinho que o levou à morte. Só isso já seria revoltante para qualquer ser humano, no sentido real da palavra, mas, como se não bastasse, a assassina nojenta ainda fez tudo isso na frente de sua filhinha, que tem mais ou menos a idade de Miguel. Dupla agressão! Como mostrar a uma criança que tudo isso é algo normal, sem sê-lo?!? Um verdadeiro monstro! Tomara que seja presa e que pague por essa maldade. Tô cansada de ver coisas desse tipo terminar em pizza... Tô cansada de ver indefesos e inocentes sendo tão assim agredidos, em todos os sentidos...!!! 

Gostaria também de saber que tipo de gente é esse, inclusive quem gravou o revoltante vídeo... que errou feio pela conivência! A maldade tem nos rodeado... de maneira assustadora... a ponto até de, em alguns momentos, nos dominar. Sim, confesso. Tudo o que eu gostaria agora era de que esse caco de enfermeira fosse encontrada com um bando de pitbulls justiceiros e famintos. Só isso. Assim pouparia a filha, seus pacientes, a humanidade, enfim. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Nem vírgula nem ponto final


Balancei-me beeeeem menos do que nas outras vezes: quase nada. Cansada de usar vírgulas regadas a esperanças vãs! O ponto final, por mais que doa por eliminar algumas vontades e sonhos, leva à cicatrização. Total. Guardei todas as vírgulas numa caixinha segura. Um dia posso até voltar a usá-las... só que com outras personagens... em outras historias... e ponto! A cura demorou, mas penso que veio e se instalou em mim, quase toda. Ponto-e-vírgula. O ponto final pro T-O-D-A mandou avisar que está a caminho, ainda, mas vem. Ufa! Ele vem. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

2 anos e 4 meses!!!

Mais um mês para a nossa coleção, filho!!! Mais um mês de alegria, cansaço, bagunça!!! Que seja sempre esse menino esperto, companheiro, alegre, divertido, uma figura mais do que rara!!! Que minhas loucuras, como a de inventar de comprar esse balanço e instalá-lo na árvore aqui do nosso quintal, e deixá-lo pendurado de cabeça para baixo só porque resolvi olhar para o outro lado, não o tornem nunca temeroso!!!

A mamãe é meio louquinha, é verdade, mas só eu e Deus temos a dimensão do tamanho de tanto amor!!! Parabéns!!! E é claro que vou comprar bolo... como cismo de comprar sempre, sem necessitar de nenhuma data especial, só para ver a sua carinha de felicidade e de entusiasmo, cantando "parabéns", "é big, é big", "com quem será?" e "derrama, Senhor", sempre nesta ordem!!! Isso não tem preço!!! 

Com muito amor, sempre, sempre, sempre.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Aguardando...


O que não me deixa inconformada, de todo, é que também tem gente que está pior do que eu, em imensa desvantagem, por simplesmente FINGIR que é feliz! Ahhhh, como isso dá mais trabalho do que assumir que ainda não consigo sê-lo. Mas pretendo. Pretendo mesmo! Aguardo. Não deve ser mais difícil e desesperador do que enfrentar determinadas filas, como da Casa & Vídeo nesta época do ano e em dia de promoção... (risos)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O presente foi meu!

Pensar em Aquilles me remete aos váááários filmes que já vimos juntos, às bagunças que fizemos (incluindo filmar seu pai fazendo cocô, lá na pousada ainda, lembra?!? kkkkkkkkk), às cosquinhas mútuas, às zoações, aos sorvetes, aos passeios, às idas à praia (com direito a nos empurrarmos na água e nos enterrarmos na areia), às gargalhadas, à farofa, à linguíça, ao estudar juntos para provas, a algumas broncas por ter me sentido meio mãe em alguns momentos...

Lembro-me do dia em que nos conhecemos! Ambos sem graça, tímidos, tínhamos ido tomar sorvete e logo perguntaram se era meu filho! Você ainda era um menininho... gorducho... com cabelos grandes... olhinhos que ficavam apertadinhos quando sorria... Lembro-me de que logo depois fomos passear pela praia, lá no Forte, depois no Morro da Guia... tiramos muitas fotos... você com a sua inseparável camisa do Flamengo! Ainda bem tímido, mas logo depois foi se soltando, se mostrando cada dia mais amigo e carinhoso. Me cativou, rapidamente. Meu coração meio que o adotou. Foram muitos bons momentos. E alguns maus também, como tudo na vida.


Sei que muitas vezes errei... sei que muitas vezes devo tê-lo magoado... decepcionado... Sei também que você muitas vezes conseguiu ser mais maduro do que eu, se silenciando enquanto eu esperneava e até mesmo metralhava palavras hostis contra sua mãe. Hoje me arrependo de muitas coisas! Só o tempo ensina e nos faz enxergar determinadas coisas que antes estavam tão embaralhadas! Sinto saudades de muitos momentos...

O tempo passa, velozmente, e assim como você já deixou de ser aquele menininho que eu conheci e hoje está maior do que eu e com uma voz grossa (até espantou mamãe no interfone hoje!), também deixou de ser meu enteado, mas saiba que nunca deixará de ser irmão do meu filho, meu AMIGO, meu QUERIDO, meu AMADO, viu!

Parabéns por ontem! Feliz idade nova! Muita sorte, saúde, sabedoria, responsabilidade, juízo! Obrigada por ter passado o dia todo conosco hoje e me feito relembrar o quanto a sua presença nos faz bem, gordinho! Apareça sempre! Será sempre bem-vindo! Um beijo grande!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aventura com o morcego



Chegamos e ele, bancando o doido, estava pendurado justamente rente ao portão. Mamãe, cada dia mais cegueta, o fechou bem em cima da sua asa esquerda. Grito e aumento considerável de tamanho por conta da abertura da asa boa. Miguel, assustado, saiu correndo, gritando, ameaçando chorar. Também levei um baita susto, mas disfarcei bem! Meu filho pôde, portanto, continuar me vendo como a heroína mais corajosa do mundo! (risos) A aventura só estava começando!

Com o chinelo, empurra daqui, empurra dali, e o bichinho foi parar na calçada. Miguel, já tomado de coragem, mínima, mas coragem, fitava o bicho sem piscar. Cutuca, cutuca, cutuca. Cada um que passava, olhava por curiosidade, doido pra descobrir o que atraía tanto a atenção. Arrastou-se para a rua, abrindo um bocão de dar inveja ao Nhac da menina do extinto comercial de Claybom! Abria uma asa que me fez entender porque o Batman assim se chama! Sentia-se ameaçado. Engraçado que nós também!

Depois de muito espetáculo, resolvi ajudá-lo a descansar antes que um carro ou uma bicicleta o esmagasse. Merecia uma morte mais digna, mais tranquila talvez (se é que isso existe). Joguei-o para dentro de um bueiro, onde, enfim, pôde morrer afogado depois de muito tentar nadar. Lá se foi a sua coragem. E eu... pude continuar sendo a heroína superprotetora, agora também caçadora de morcego! Agora só me resta saber qual será a próxima aventura!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um texto que mexe demais comigo!

Recebi, finalmente, a nova remessa dos livrinhos infantis do Itaú Cultural! Valeu a pena esperar! Superou as minhas expectativas! Gostei dos três, mas especialmente do "Adivinha quanto eu te amo", que hoje compartilho com vocês, com adaptações, já que no livro se fala do Coelho Pai, mas é claro que vale também para a Coelha Mãe! (risos)

Conheci esse texto quando Miguel ainda estava na minha barriga, graças à querida amiga Ruth Castro, por conta do meu chá de bebê! Chorei ao lê-lo, assim como também chorei agora ao relê-lo e mais ainda por poder apresentá-lo ao meu coelhinho! É realmente impossível dimensionar o amor que sentimos por filhos! É uma infinita caminhada de ida-volta-ida-volta-ida-volta à Lua, diariamente!




Adivinha quanto eu te amo (com adaptações)

Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho se agarrou nas longas orelhas da Coelha Mãe. Ele queria ter certeza de que a Coelha Mãe estava ouvindo.
-- Adivinha quanto eu te amo -- disse ele.
-- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar -- respondeu a Coelha Mãe.
-- Tudo isto -- disse o Coelhinho, esticando os braços o mais que podia.
Só que a Coelha Mãe tinha os braços mais compridos. E disse:
-- E eu te amo tudo isto!
Hum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho.
-- Eu te amo toda a minha altura -- disse o Coelhinho.
-- E eu te amo toda a MINHA altura -- disse a Coelha Mãe.
Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter braços compridos assim.
Então o Coelhinho teve uma boa ideia. Ele se virou de ponta-cabeça, apoiando as patinhas na árvore.
-- Eu te amo até as pontas dos dedos dos meus pés!
-- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés -- disse a Coelha Mãe, balançando o filho no ar.
-- Eu te amo a altura do meu pulo! -- riu o Coelhinho, saltando para lá e para cá.
-- E eu te amo a altura do MEU pulo -- riu também a Coelha Mãe, e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos da árvore.
Isso é que é saltar, pensou o Coelhinho. Bem que eu gostaria de pular assim.
-- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio -- gritou o Coelhinho.
-- Eu te amo até depois do rio, até as colinas -- disse a Coelha Mãe.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho. Ele estava sonolento demais para continuar pensando. Então ele olhou para alem das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite. Nada podia ser maior do que o céu.
-- Eu te amo até a lua! -- disse ele, e fechou os olhos.
-- Puxa, isso é longe! -- disse a Coelha Mãe -- Longe mesmo!
A Coelha Mãe deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou para lhe dar um beijo de boa-noite.  Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
-- Eu te amo até a lua... IDA E VOLTA!

(Sam Mc Bratney)

domingo, 27 de novembro de 2011

Abraçando os erros também!


Por conta disso, confesso, tenho aprendido a não só aceitar os erros como também a gostar de cada um deles! Tenho tido provas de que Deus tem algo muito especial reservado para cada um de nós, independente do caminho que decidimos seguir... seja ele certo... seja ele o errado... Ele torna todos eles certos, de uma forma ou de outra, pois é misericordioso e nos ama! 

sábado, 26 de novembro de 2011

Buscando ser feliz... por nada!


Chegaram hoje minhas últimas aquisições: "Feliz por nada" e "Fora de mim", ambos da Martha Medeiros, "Aline Barros - Fé e Paixão", que é a autobiografia da Aline Barros, e "Tempo de esperas - O itinerário de um florescer humano", do Padre Fábio de Melo. A empolgação era tanta que nem sabia por onde começar... então comecei por dar atenção a Miguel! (risos)

Mas assim que ele dormiu, comecei a ler o primeiro... da Martha... Ando precisando ser feliz por nada, sem nenhum motivo aparente, a não ser, claro, o estar vivo, aprendendo, cada dia mais e mais crendo em Deus e em seus planos para a minha vida! O que mais posso querer então?!? 

"A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. Ser feliz por nada talvez seja isso."

É, talvez seja mesmo! 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Com essa mesma vontade...



“Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber.”


(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Adoro o Caio!



"Não sou para todos. Gosto do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estã dentro dele não estão por acaso. São necessárias."
(Caio Fernando Abreu)

Já fui mais popular, confesso. Já tive momentos em que certamente soube, pude e quis me doar mais, ser mais acessível. Ser mãe me tornou mais seletiva, na marra, por me faltar mais tempo ainda. Filho preenche de uma maneira louca o nosso tempo, o nosso espaço, o nosso coração! Não reclamo! Tenho tentado conciliar tudo isso e, acredite, tenho estado quase em paz, apesar da correria. Paradoxo puro!

domingo, 20 de novembro de 2011

Ajustes


Que Pólo Norte que nada... Papai Noel moderno, e poderoso, tem direito a uma casa de veraneio e é com muito orgulho que eu digo que ela fica aqui em Cabo Frio! (gargalhadas)

Nada melhor do que sair com umas amigas queridas para passear e me permitir voltar a ser criança... sem nem ligar para o que os outros vão pensar! É, estou, aos poucos, voltando a ser eu mesma, com o ajuste importantíssimo, claro, de ser mãe de Miguel. 

sábado, 19 de novembro de 2011

Adorável...



"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais".

(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Adorei tanto quanto pudim!!!


Pudim

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir Pudim de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúsculo do meu pudim preferido. Um só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso,a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'..
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: um pudim inteiro,um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
(Martha Medeiros)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Metade de silêncios...


Como as aparências realmente enganam... Quem de repente aparenta estar feliz e satisfeito com a própria vida, pode, por baixo do pano, não estar, assim como quem demonstra estar para baixo pode, na verdade, estar se reconstruindo, afofando a terra para um novo plantio. Cada um acredita nas próprias mentiras que inventa...

Por essas e outras que eu deteeeeesto tudo o que é muito visível e superficial, que qualquer um vê. Não gosto do que é facilmente revelado; gosto de olhar além do que se mostra, mas agora só se for com determinadas permissões... Cansei de invadir e cavar buracos à força. Só o solo sabe o que ele verdadeiramente guarda... só ele então tem o poder de fazer certos convites...

Teho sentido necessidade de me expressar, de gritar,  mas se tem algo ainda para sair, não sei por onde se esconde... há labirintos em mim que nem penso em percorrer... não por receio de ficar perdida no meio deles, porém, um medo danado de encontrar a saída. É tempo de sentar e me aquietar ainda.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Assim mesmo eu sou...


“Fui abençoada com um coração meiguíssimo
 e em contrapartida com um pavio bem curto. 
Exatamente igual a um vidro:
 se me jogar no chão, eu quebro…
 mas se me pisar, te corto”. 

(Martha Medeiros)


Parece que cheguei à fase de recolher meus caquinhos, ainda que eu não encontre todos eles. Sei que aprenderei a lidar com as lacunas de alguns... Bom que logo logo esses espaços poderão estar disponíveis para, quem sabe, abrigar cacos alheios... embora isso, confesso, não seja ainda prioridade! Porém, acho que parei, por autodefesa e até mesmo sobrevivência, de parar de cortar à toa, aos outros e principalmente a mim mesma. Chega de dor! Quero cicatrizações! 

2 anos e 3 meses


Filhotinho da mamãe,

Cada dia é uma aventura ao seu lado e a minha rotina nunca é igual, pois é automaticamente renovada com a sua presença, diária, graças a Deus. Descubro prazeres até nas coisas mais corriqueiras... e me divirto com suas tiradas, com suas descobertas, como esta da tartaruga na casa da tia Iza! Sei que fica encantado com o novo que lhe é apresentado... e sei que por isso talvez sinta um pouquinho do que eu sinto desde que você chegou em minha vida!

Amo ir à pracinha brincar com você, mesmo que eu saia acabada de lá, por correr atrás de você na quadra inúmeras vezes, jogando futebol, fazendo goool para o nosso Neeeense (que, aliás, anda precisando mesmo!) ou andando em sua moto! Assim como você me permite guiá-lo em sua moto, espero que aceite sempre que eu lhe aponte alguns caminhos... caminhos do bem, meu filho... de dignidade, de batalhas, de otimismo, de meiguice, de respeito, de Deus... Sei que você não se desviará nunca deles! Tenho essa certeza principalmente quando o ouço orar para Papai do Céu, pedindo a Ele que dê saúde para Miguel e para todo mundo! Há um tom em sua voz que me revela que tal pedido vai além da sua compreensão, ainda, mas sai do seu coração, com força total e já (por que não?) com FÉ!

Graças a você, sou um ser humano melhor e, se não consigo sempre sê-lo, creia, ao menos tento, sempre, só para que você tenha orgulho da SUA mãe! Eu, tive, um puta orgulho, desde o primeiro instante, especialmente quando o vi ainda grãozinho de feijão na primeira ultra e ouvi o seu coraçãozinho bater! O meu ali se acelerou, como se quisesse acompanhar o compasso do seu... e é assim, meio em ritmo de samba, que ele bate até hoje... só por sua causa! Como eu o amo, filho! Tanto, tanto, tanto que até doi! Parabéns por mais um mês de vida!

domingo, 13 de novembro de 2011

Feliz aniversário, Cabo Frio!



Hino do município de Cabo Frio

Cabo Frio, minha terra amada,
Tu és dotada de belezas mil,
Escondida vives num recanto,
Sob o manto deste meu Brasil...

Noites Claras teu luar famoso,
Este luar que viu meus ancestrais...
O teu povo se orgulha tanto,
E de ti, não esquecerá jamais...

Tuas praias, Teu Forte,
Olho ao longe e vejo o mar bravio
A esquerda um pescador afoito,
Na lagoa que parece um rio...

O teu sol, que beleza!
No teu céu estrelas brilham mais...
Forasteiro, não há forasteiro
Pois nesta terra todos são iguais...

(Victorino Carriço)

Parabéns, minha cidada amada, por mais um ano de vida!!!!
396 anos com carinha de 20!!! Urrú!!! (risos)
Não a troco por nada!!!

sábado, 12 de novembro de 2011

Imperdível!!!


Mesmo com o coração na mão por deixar Miguel e com medo de elezinho acordar e dar trabalho à mamãe, mesmo detestando muvuca, mesmo não tendo mais pique para noitadas e em pé, mesmo sabendo que no outro dia eu ficaria o bagaço da laranja por dormir quase nada por causa do meu despertador chamado Miguel, eu não poderia deixar de ir, pois todo mundo sabe que eu sou simplesmente dooooooida por essa mulher!!!

Medo de ficar meio para baixo por me lembrar de alguém, mas, curiosamente, me lembrei sim, de outra pessoa. Realmente eu sou e estou uma pessoa muito confusa, perdida... Mas pelo menos, mesmo sem um alvo atual, é bom saber que alguns sentimentos ainda perambulam em mim!!!

Show ma-ra-vi-lho-so e com companhias agradabilíssimas!!! Fiquei arrepiada na hora de "Garganta" e na hora da Ana Carolina tocar pandeiro. Arrasa!!! Melhor do que ela só mesmo Miguelito treinando no dele!!! Impagável!!! (risos)

Sem explicação...



"Aqui, eu nunca disse que iria ser
a pessoa certa pra você,
mas sou eu quem te adora..."

(Ana Carolina)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Também não desce...


Minhas sobrinhas foram ao show do Justin e são apaixonadas por ele! Conheço centenas de adolescentes que também se amarram! Alguns alunos meus também curtem, apesar de eu não estar trabalhando com o Ensino Fundamental este ano! Já são os crescidinhos que curtem, o que me deixa ainda mais preocupada...

Não consigo gostar das músicas desse garotinho franzino e sem sal de jeito nenhum... e é nessas horas que fico aqui pensando que na minha época havia Menudos, Turma do Balão Mágico, Trem da Alegria, Dominó, Os Abelhudos, RPM... enfim, grupos que tinham ao menos carisma e talento! Está tudo mudado... confuso... por mais que eu tente bancar a "moderna". Confesso que ser "ultrapassada" é salvador! (risos)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pensando alto



Desconfio de que algumas pessoas sejam realmente desprovidas de cérebro... e o que é ainda mais grave e preocupante: podem até ter um, mas não o usam! Tudo que não é usado, com o tempo, a tendência é atrofiar. Porém, se usado for em demasia também há risco de curto-circuito por exaustão. A mente adoece. Senti a minha assim. Excessos. Muitos. Agora estou buscando o tal ponto de equilíbrio...  

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Passaporte



Atividade do Curso Gestar II, proposta pela querida Algenir Loiola em uma das nossas adoráveis e empolgantes oficinas... Escolhi justamente o meu pé, parte do corpo de que menos gosto, sem dúvida alguma... só que tenho aprendido a ter um carinho por ele, visto que é minha mais ativa metáfora -- é meu passaporte... meu tapete voador... meu túnel do tempo...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Adeus a Torres do Cabo!



Quebrando só um pouquinho o silêncio para fazer este singelo post de despedida para TORRES DO CABO, um artista talentosíssimo e maravilhoso, uma pessoa super fofa, divertida, enfim, um guerreiro!

Eu ia comentar que o dia hoje ficou mais pobre, menos colorido e mais triste, e até creio que aqui no plano terrestre isso tenha ocorrido, porém, acreditando no plano celeste, bem maior e bem mais importante, transformo as minhas lágrimas em um sorriso, não escancarado, mas um sorriso tímido e contido que se mistura com a certeza de que é pro céu que ele vai, com seu chapéu e com seu talento, assim como o orgulho (imenso) de ser, mesmo em segundo grau, da família! 

Tio Torres, que continue pintando aí no céu, fazendo arte, encantando! Tenho certeza de que chegou a sua hora porque Deus queria um retrato, pintado por TORRES DO CABO, que tão facilmente extraía e captava a essência genuína de tudo e de todos. Saudades... Descanse em paz!!! 

domingo, 6 de novembro de 2011

Tentando...


"Ainda bem que sempre existe outro dia... 
e outros sonhos... e outros risos... e outras coisas... 
A vida nos dá chances de recomeçar, de ser feliz. 
Basta aproveitá-las." 

(Caio Fernando Abreu)

sábado, 5 de novembro de 2011

Caio me lê... toda...


"Passou pela minha cabeça voltar, mas o vento balançou os meus cabelos e mostrou que o caminho é para frente, reto e sem curvas."

(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Preciso dizer mais alguma coisa?!?


"Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Não sou fácil. Tenho o desassossego dentro da bolsa, e um par de asas que nunca deixo. Às vezes, eu viajo, e - sem saber - busco respostas que não encontro. Afinal, bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é."
- Fernanda Mello (adaptado) -

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Disso você escapou, filho!


Acordei me sentindo com pelo menos uns duzentos quilos a mais... pés inchados e doídos... com uma irritação horrorosa... e com uma cólica do caramba!  Dor de cabeça horrorosa que nem com Neosaldina passou! Mesmo assim, fui trabalhar... me arrastando... Já tenho faltado demais! Ano de muitos problemas, desencontros, mas também de reconstrução da minha fé e intensificação do meu amor e gratidão por DEUS! 

Na estrada, indo para a escola, um acidente muito feio. Um carro chegou a capotar e ficou totalmente destruído. Orei pelas pessoas que estavam dentro dele. Chorei, discretamente. Cheguei na escola e veio a resposta: a  pessoa só teve um arranhão. Estava viva! Só Deus mesmo para fazer milagres assim... nela e em mim...

O resto? Ahhh, é só TPM, na certa, embora muitos digam que isso é frescura ou desculpa esfarrapada! Mulher sofre! Ainda bem que Miguel escapou sendo menino! Pelo menos disso será poupado! 

Só para lembrar...



Apenas para lembrar que hoje é meu dia lá no blog MATERNAidade, falando sobre a primeira roupinha do meu moranguinho apetitoso chamado Miguel. Não deixem de dar uma conferidinha lá, tá? 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma quase toda nova Andreia

Dia triste... de saudades inevitáveis... de chuva, mesmo que lá fora o sol tenha chegado. Chovo internamente. Choro por sentir falta do meu paizinho. Choro por imaginar mamãe chorando no cemitério, ao levar flores para ele. Não a acompanhei. Fiquei com Miguel, que dormiu bastante, como se me permitisse sofrer inteira e sem freios hoje. Sem a necessidade de máscara. Orei. A resposta veio com o toque do telefone. Meu sofrer foi amenizado com a ligação de uma querida amiga. Conforto. Conforto maior ainda por perceber como Deus tem respondido prontamente a muitas indagações minhas! Já outras... sei que têm a ver com uma espécie de preparação e que também são para curar a minha ansiedade em excesso! Aceito resignada e não mais indignada. Mudanças... só eu as sinto... só eu as vejo... 

A energia faltou logo no começo de Shrek, para o meu desapontamento e de Miguel. Breu total. Nada para fazer. O que antes já seria o bastante para me fazer reclamar, me fez recorrer ao plano B (como tenho tido planos B!!!): fui ao mercado com Miguel e depois à pracinha. Rimos, rolamos na grama, nos balançamos, brincamos de pique com uns amiguinhos dele. Voltei para casa renovada. Obrigada, Miguel. Obrigada, Senhor. Vocês são os responsáveis por essa Andreia melhor que tem sido gerada em mim! 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

É vero!


"A solidão não é viver só,
a solidão é não sermos capazes de fazer companhia
a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós".

( José Saramago)

domingo, 30 de outubro de 2011

Ser chique sempre

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é ser discreto. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.  É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.


Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo... falsidade. Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta. Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é crer em Deus! 
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!


(Glória Kallil)

sábado, 29 de outubro de 2011

Chegando ao 3.6!!!




‎"Nada tenho a ver com não gostar de mim. 
Me aceito impura, me gosto com pecados e há muito me perdoei."
(Martha Medeiros)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: ‘Digam o que disserem, o mal do século é a solidão’. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos ‘personal dance’, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão ‘apenas’ dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos despreparados por não saber como voltar a ‘sentir’, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamento ORKUT, o número de comunidades como: ‘Quero um amor pra vida toda!’, ‘Eu sou pra casar!’ até a desesperançada ‘Nasci pra ser sozinho!’.
‘Unindo milhares, ou melhor, milhões em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, é demodé, é brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, ‘pague mico’, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz: ‘Se um problema é grande demais, não pense nele e se é pequeno demais, prá que pensar nele”. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou ser uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer prá alguém: ‘vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida’.
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
(Arnaldo Jabor)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Precisando encontrar o meu...



Cantinho escondido

Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido

Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que frequente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro...


(Marisa Monte)