quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Em mim...

Hermann Hesse sempre foi meio salvador para mim, principalmente agora, época das terapias aceitadas, dos remédios para a alma, da depressão que assola todos aqueles que têm o mínimo de sensibilidade para perceber que o mundo rejeita, cada dia mais, tudo o que vem do ser humano e que tenta pôr, sem piedade, fogo em todas as suas vestes e máscaras... O tempo todo há um convite à nudez da verdade, porém, bobo é aquele que acredita (de verdade) nisso e se despe... totalmente... e recebe ovadas bem no meio da fuça em vez dos prometidos aplausos!

Já eu, felizmente, aprendi a aproveitar os aplausos, os ovos, até o nada... Desconfio até de que seja este o mais bem-vindo! Há tantas possíveis verdades no nada, no silêncio, no aceitar, no não entender... Ando por aí nua... só que ninguém se choca... muitos nem notam... poucos desconfiam disso... Só um ou outro me lança um olhar cúmplice, que pisca e sussurra um "também estou nu" (como se eu não soubesse!). Para os ditos normais, entediantes, quase sempre, revelo que me visto com roupa da cor da pele... Não há nada sendo mostrado, a não ser, claro, a minha cara de pau de às vezes tentar me enquadrar neste mundo de mentiras, de dissimulações, de hipocrisias... Prefiro o(s) mundo(s) que a minha verdadeira nudez esconde e que é um esconderijo (se-cre-to) para poucos, bem poucos...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Guel & Guigui


Nunca vi uma amizade que nem esta... e que nasceu de uma forma que nem sei se saberia explicar, caso precisasse! Há quem os ache parecidos, talvez pelo sorriso, pelos cachinhos, pela sapequice... talvez por captarem que eles são iguais, em essência, em pureza, com suas asas invisíveis, anjinhos lindos que são e que caíram aqui para que alegrassem e dessem mais sentido ainda à vida de suas mães! 

Fico admirada por sentir o entusiasmo de Miguel ao falar do amigo! E sei que a recíproca é verdadeira ao ver Guigui avistar Miguel, na frente da escola, e já soltar um Gueeel! São mais do que amigos de escola, são amigos fora dela, e ouso dizer que são mais do que isso: são cúmplices! Miguel entende tudo o que Guigui diz com seu código ainda secreto de linguagem... e os dois vão se entendendo como se a palavra nem existisse! E quem precisa dela quando se dialoga usando o coração e nada mais?!? 

Temos muito a aprender com esses dois! Como temos! Que Deus permita que, mesmo morando mais distante agora, seus caminhos nunca se descruzem! Amo vocês!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Emoção materlina!


Se eu já era adepta e fã dos neologismos, intensifiquei bastante a minha relação com eles depois que Miguel chegou em minha vida, confesso. Impressionante como as palavras fugiram em alguns momentos e precisei inventar outras para tentar exprimir o que sinto! E olha que às vezes nem recorrendo a isso consigo! O silêncio ou as lágrimas (ou ambos) é a saída, elementos curingas que são! 

Não há, para muitos, nada de mais nesta foto e que leve às lágrimas... Talvez não haja mesmo! Talvez tudo esteja dentro de mim, escondido, e que, com a foto, houve um insight, uma coisa louca e incontrolável que jorrou e jorra em mim, de mim! 

Ver tanto branco com vermelho, tantos gorros, tanta pureza e meiguice, tudo tão arrumadinho, me desarrumou as ideias e me deixou meio dividida, comovida pra caramba! Mergulhei em cada pequenino ali na minha frente, e acho que peguei emprestado um pouquinho de cada um... e trouxe para casa, além de muito do Miguel, um pouquinho do João Pedro, do Guilherme, do Riquelmi, do Kevyn, da Luísa, da Liz (minha norinha!), da Camila, da Izabella, da Gabí, da Ágatha, da Kachiley, da Melissa, da Carol... sem falar que os ausentes (presentes em mim) também vieram, de brinde: Ana Luísa, Maria Clara e João Cardoso!  

Emoção materna e natalina -- daí o neologismo "materlina" -- de saber que esta tão linda turminha, que já experimentou alguns gostinhos meio amargos das mordidas, da adaptação, da incompreensão e da falta de carinho, sobreviveu à primeira turma de convívio social... e ali sorrindo, destemida, sem timidez alguma, transmitindo esperança e fazendo com que essa boba aqui agradecesse a todo instante a Deus pelas lições de amizade e respeito entre pais e entre eles mesmos! Saudades antecipadas de cada um! 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Entrando na dança!


Continuo dançando, sem nenhum tipo de medo... ou constrangimento... Melhor passar como doida que sei que não sou, e se o sou, sou muito mais inofensiva do que muitos sãos que ainda se dizem religiosos e maltratam criancinhas! 

Cada dia mais tenho a certeza de que a maldade é surda... e determinadas pessoas também! Já teriam acordado se tivessem me escutado e poderiam ter conquistado uma amiga em vez de uma inimiga (que sei que é a forma como me veem!). Uma pena! A hora da revelação está chegando! Eu sinto!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sou como a Rachel...


Não consigo entender quem gosta de deixar as pessoas em banho-maria, a seu belprazer, que mente, que ludibria, que omite dados tão importantes... Remotamente eu gostaria de saber lidar com gente assim, pois quem sabe eu seria mais feliz?!? Porém, há algo em mim que pulsa e que, para viver, necessita de um ingrediente cada dia mais escasso neste mundo: sinceridade!

Não sei fazer rodeios... Não gosto de ficar em cima do muro, esperando pra que lado o vento sopra para que isso seja minha bússola... meus sentimentos não estão em leilão, para ver quem dá mais... quem oferece mais vantagens...
 
Às vezes gostaria de aprender a ser mais leve... mais tola... Perspicácia às vezes maltrata tanto e faz o coração até sangrar... Queria saber ser burra, ou cega, não sempre, mas em alguns momentos... Gostaria de ser distraída o suficiente para não querer juntar peças de determinados quebra-cabeças... e achar que todas elas estão desencontradas... mas...
 
Só queria saber também ignorar... ser indiferente... racionalizar sentimentos... e cumprir o que prometo... principalmente a mim mesma! Queria escolher de quem gostar... quando gostar... por quanto tempo gostar... e depois... facilmente... desgostar, na primeira dose (mínima) de dor! Queria, enfim, saber ser indolor, como tanta gente parece conseguir e seguir esse caminho. Talvez eu fosse mais feliz... Talvez não... Talvez... Sim... Não... Talvez...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Hoje entendo!

Hoje tirei mais do que o pó dos meus móveis -- tirei o pó de muitos dos meus fantasmas... pus fogo em muitas amarras e todas as correntes que ainda insistiam em me prender foram lançadas para bem longe... 

Hoje consegui não achar hilariantes os escritos ditos metamorfósicos repetitivos e insensatos de um adolescente que já passou dos quarenta e que até hoje não aprendeu a amar. Hoje consegui olhar no espelho da vida e senti pena de um eu meu refletido numa outra pessoa, dentre tantas outras, considerada, em também tão pouco tempo, "o grande amor da minha vida".

Hoje consegui ver nitidamente toda a louca insistência em se querer repetir uma historia e querer mudar apenas a personagem, trocando antagonistas, cometendo os mesmos erros, usando as mesmas máscaras, as mesmas desculpas, as mesmas promessas e declarações... provavelmente as mesmas cobranças e tentativas de mudar o outro a seu bel-prazer, esquecendo-se de que há taaaaanta coisa a ser mudada em si mesmo e sem que isso aconteça nada vai dar verdadeiramente certo! 

Hoje, Senhor, eu entendo que precisei passar por muita coisa para entender que não havia nada de tão errado comigo, como queriam que eu pensasse, como eu permiti que me deixassem pensar por tanto tempo. A pena foi cumprida, indevidamente, talvez, mas já é chegada a hora de sair da prisão, física e espiritual. Sinto-me livre, sendo eu mesma, com toda gordura, com toda incoerência, com toda grandeza e fraqueza, com todas as qualidades e defeitos, sem me preocupar com futilidades e me aceitando! T-O-D-A! Sinto-me amada... não ainda por alguém (que ainda não chegou, embora tudo indicasse que sim!), mas amada por muitos amigos, pelo meu filho, por Deus, e, principalmente, por mim mesma. Prometo jamais me roubar o amor!

De Prado para Miguel



Filho precioso que eu amo tanto e que sei que é por muitos também amado, desde o meu ventre... que vai conquistando a todos com tamanha facilidade e espontaneidade... por onde passa... real e virtualmente... vai lançando sementes... e já vai dando alguns frutos, que eu, como mãe orgulhosa que sou, vou guardando para que um dia ele saiba saboreá-los sozinho! Um deles é esse presente lindo da "tia" Sandra Prado! Mãe e filho agradecem! Obrigadão por tanto carinho e gentileza, amiga! Obrigada, Senhor, por ter me presenteado com um filho que transmite tanta coisa boa para tanta gente, especialmente para mim! Minha razão de ser e de viver! 


Poema pueril - Para Miguel \ Dequinha

O Criador ,
num momento de bom humor,
resolveu fazer Miguel!
Lá pelas paragens de Cabo Frio
onde águas brincam de pique
com areias da praia...
com varinha de condão invisível
Num sopro divino...

deu vida ao menino...
Num momento de amor e ansiedade,
Miguel surgiu...
sorrindo pra vida...
sorrindo na vida...
sorrindo da vida...
sorrindo...com a vida!!!
Mil borboletas multicolores
uniram-se ao arco- íris
e ornamentaram
o berço do menino.
Certamente
o garoto conseguirá pegar
todos os vaga-lumes
sonhados.
Uma estrela cadente
contou-me este segredo!

(Sandra Prado)

Venha mais vezes, menina...


Aventureira, corajosa, curiosa, esperançosa, confiante, determinada, incansável, que, mesmo sem bússola, pela intuição e pela oração, se lança e vai em direção ao sol, seu Norte... Ela crê nele e Nele... e isso basta. Sabe que, aconteça o que acontecer, a claridade será apresentada a ela, mesmo em meio à total escuridão... Tem seu coração (puro, apesar dos desenganos e das armadilhas espalhadas pelo caminho) como guia e a certeza consoladora de que nunca ficará sozinha. 

Procuro todo dia essa menina em mim... Pena que são raras as vezes em que a encontro!

P.S.: Post dedicado à minha amiga Alice Castro Mantovani, pela imagem com que me presenteou e também por todos os dias cutucar essa menina para que ela acorde! Amo você, viu! Obrigada!

O (a)mar

Aparentemente é tão simples agigantar alguma coisa... Uma pena as pessoas complicarem tanto o que realmente tinha tudo para ser fácil! Para que falsas promessas, declarações não sentidas, antecipadas ou emboloradas, ditas fora do ritmo, do tom, do tempo...?!? Para que dizer que se ama sem nem ao menos gostar e respeitar?!? Quem gosta e respeita, verdadeiramente, demonstra... espera... aquieta... silencia... traz paz... quer paz... quer mais é viver cada dia, pleno, como se o amanhã não existisse. E nem deveria existir. Não como complemento, como em geral se faz, se espera e se cobra, mas como um novo início, uma nova etapa dentre várias... Não por promessas e por nós, mas por vontades e por laços! Somente assim o (a)mar fica maior...

Onde é que o Túlio entra!

Apesar de o título parecer meio ambíguo, as considerações do Túlio sobre o Dia de Finados entraram com tudo na minha lembrança e cavaram uma espécie de túnel do tempo, que verteu-se num grande chafariz. Muitas coisas jorraram em mim... e vieram parar aqui, postas a palmatória (por que não?). 

Quando criança, tinha o hábito de ir, todo dia de finados, com mamãe ao cemitério... e enquanto ela ficava lá concentrada em distribuir flores e velas para os seus entes queridos, eu perambulava por aqueles corredores... Minha maior diversão era tentar desfazer, com toda a inocência de criança, aquela contradição (já incômoda) de ver alguns túmulos com tantas flores, numa ostentação sem tamanho, e outros sem nem uma florzinha, abandonado. Lá ia eu pegando umas margaridas de um e compartilhando com outro; rosas sendo repartidas... o cemitério todo se tornando mais uniforme... mais homogêneo nas cores... nos odores...

Outra coisa que me chamava atenção eram as lápides com as datas certinhas de missões cumpridas, sem um dia a mais ou a menos. Gente que vinha ao mundo no mesmo dia e mês e neste mesmo dia e mês ia embora. Eram poucas as pessoas. Julgava-as, então, diferentes, especiais, e algo me dizia que isso aconteceria, um dia, comigo, o que, cá pra nós, durante muitos anos, me impediu de comemorar o meu aniversário de maneira plena. Havia sempre uma possível despedida embutida, diluída. Há alguns anos, depois de uma oração de renúncia, essa sensação se foi... embora a curiosidade quanto a isso ainda em mim exista. 

Quanto às flores repartidas... Há anos parei de tentar socializar pertences... Desisti de tornar os túmulos mais homogêneos... Nem ali são todos iguais... Ainda bem! Somos únicos, sempre, em qualquer lugar, e aprendi a respeitar que não podemos ofertar o que ofertado já fora e por outrem. Só podemos doar o que nos pertence... e a mim pertence uma saudade imensa dos que se foram e muitas perguntas sem respostas, mas isso, ahhh, isso nem me incomoda mais tanto assim! 

Voltando...

Vim parar aqui motivada por um comentário do meu amigo Túlio, no Facebook, onde adoro, quando posso, perambular. Curioso o fato de sentir essa vontade e de me sentir, também, suuuuuper à vontade de falar sobre maluquices que sempre fiz questão de esconder, como aquela melequinha básica que tiramos discretamente e passamos logo o dedo debaixo de alguma coisa, a fim de escondê-la! Mais curioso ainda é vir "ressuscitar" este meu espaço justamente no dia de hoje - Finados! 

Há algum tempo eu tentaria entender tantas conexões, mas ter um laudo de um psiquiatra é tão LIBERTADOR, ao contrário do que muitos pensam, que hoje descobri que prefiro o desconexo... o caos... e ignoro qualquer falsa arrumação, dentro e fora de mim. Não ignoro nenhuma peça desse quebra-cabeça gigantesco chamado VIDA, mas tenho me limitado, sem me culpar por isso ser tão pouco (o que é o MUITO, afinal?!?), a recolher cada peça, sem pressa de montar o macro. Fica um micro aqui, outro lá, outro acolá... e um dia tudo se cola (ou não).

O importante é a gente se lembrar sempre de que para se ser inteiro (se é que isso existe) é preciso, primeiro, ser fragmento(s). Sou, portanto, várias... cada uma mais verdadeira do que a outra, embora tão paradoxais pareçam e pereçam, na hora certa. Sim, algumas, como tudo na vida, têm prazo de validade. Venço alguns; por alguns sou vencida, e assim vou vivendo... sem medo de mais (quase) nada! 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MuDANÇAS


Trago em mim, felizmente, muitas mudanças! Há tempos já passei da fase de desperdiçar determinadas coisas por conta dos erros ortográficos, assim como já deixei de evitar algumas pessoas por considerar que continham defeitos com os quais eu não conseguiria conviver e, curiosamente, muitos deles eu mesma tinha! 

Há algum tempo eu implicaria com o erro de regência do "prefiro estar com os loucos, do que com os falsos" e me recusaria a usar, ainda mais como professora de Português, a imagem motivadora deste post, substituindo pelo correto "prefiro estar com os loucos a estar com os falsos". Ainda bem que Deus vai nos mostrando o que é essencial e o que é supérfluo. É a essência que vale, é ela que deve ser analisada, tanto nas frases presentes nas imagens quanto nas pessoas... 

Chega de abraçar e de rejeitar rótulos... Chega de criar resistências imbecis... Chega de preconceitos torpes... Chega de julgamentos... Chega de recusar ajuda... Chega de oferecê-la para quem não quer...  Chega do medo de enlouquecer e chega do medo maior ainda de acharem que enlouquecemos e de nos lançarem, por isso, à exclusão e ao esquecimento! Chega de fingir que se é normal e de se fazer o que o que se esperam, ainda que isso nos violente. Chega de apontar que fulano ou sicrano é louco (como se isso fosse algo ruim e contagioso) enquanto é você, às escondidas, que se entope de Rivotril, Bromazepan e afins para (sobre)viver. 

Chega de dançar em volta de mim mesma, achando-me normal, e por puro receio de ir dançar em outras áreas... As mudanças me levaram a outros caminhos: Terapeuta, Psiquiatra, Perícia... e viva, especialmente num mundo cada dia mais repleto de falsidades, a loucura (assumida) de ser exatamente como se é (agrade ou não).

PalavrAÇÕES


Ser mãe é algo surreal, que às vezes me arrebenta e me faz usar muito mais a omissão do que a clareza, coisa que antes me parecia impossível. Há alguns momentos em que penso até em mentir... aquele tipo de mentira sonhada, se é que isso, de certa forma, ameniza alguma coisa, me absolve.

Frases do tipo "Filhinho lindo do papai", "Amorzão do pai", "Lindão do papai", que encheriam meu coração de alegria, transformaram-se em ecos vazios, mecânicos, que não convencem... e algo me diz que nem mais para o próprio destinatário faz algum sentido ou diferença! Isso ainda, confesso, me dói, por desfazer projetos... destroçar sonhos... chorar por dentro... sangrar...

Bem lá no fundinho, porém, mesmo em meio a tanta poeira e a tanta aridez, carrego em mim uma esperança, microscópia, invisível a olho nu, escondidinha, de que um dia alguém acorde -- e a tempo -- de que as palavras são bem-vindas sim, mas que elas, sozinhas, sem estarem abraçadas às ações, de nada valem, não convencem, esvaziam-se, como se esvazia, sutilmente, um pouco o recipiente de água, ao se caminhar sob o sol escaldante chamado vida... e a pessoa, ainda mais estando desprovida de sensibilidade, nem percebe!

Enquanto isso, pelo exemplo que tenho, a duras penas, tentado ser, torço para que meu filho também carregue com ele a tal a esperança... da mesma forma... e que o sol seja bem mais generoso com o sentimento que nele habita!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Falso autocontrole?!?

 
Tudo misturado de forma nova dentro de mim... Reagi bem, graças aos remédios, a uma cena irritante e patética dentro do ônibus de Cabo Frio até Araruama, quando eu ia fazer uma perícia. Uma criatura sem noção dançava, berrava, xingava, incessantemente, deixando boquiabertos os muitos idosos que ali estavam. Normalmente eu sentiria vontade de "rodar a baiana" e fazer com que a pessoa se sentisse uma completa imbecil, porém, nada falei, fingindo que estava mais ou menos lá para Saturno (e talvez estivesse) e lá nada me incomodava, nada chegava até mim. Emoção controlada. Surpresa.

Porém, à tardinha, ao ir à escola buscar Miguel, lágrimas escorriam fartas pelo simples fato de um senhor ter parado na faixa de pedestre e fechado a rua apenas para que eu e meu filho atravessássemos a rua, sem precisarmos esperar horas e horas, como o habitual. Um simples fato de bondade, de educação, de se importar com o próximo me desmontou, num mundo em que o ser humano sequer sabe que o outro existe!

Notei que remédios podem sim ajudar a controlar minhas emoções, mas algumas escapam, fugidias, e para isso não creio que haja cura! E deveria? Não sei, sei não, de verdade.

domingo, 2 de setembro de 2012

Sem arranhão


Mesmo blá-blá-blá de sempre, mesmas declarações, mesmas promessas, mesmos sentimentos sendo arrotados, mesmas desculpas, mesmas historias, mesmas culpas (poucas) assumidas, mesmas posições de vítima, mesmos argumentos, mesmas indiretas, mesmos perfis...
 
Como um disco arranhado, tudo se repete, se repete, se repete, se repete...
 
A sorte é que hoje, com a audição mais apurada, sentada na plateia, ouço músicas que eu mesma escolho no meu toca-disco particular, e lá, felizmente, não tem na-di-nha arranhado e tudo flui... Ufa!