sábado, 15 de dezembro de 2012

Escassez de guarda-chuvas...


Tenho reparado como, hoje em dia, as pessoas passam a odiar as outras em uma fração de segundos! Num dia quem jorra juras de amor eterno é o mesmo (é?) que só destila palavras ofensivas e de ódio, que fariam inveja a Hitler e Stalin! Quem diz que estaria "para sempre" ao seu lado, ainda que a relação não durasse o tempo que gostaria (incoerência mais coerente da vida!), lhe responde secamente que você que "se vire, porque eu nem casado com você fui!" 

Ao olhar para a imagem deste post, juro que senti DOR, uma dor imensa, por todos os momentos que eu não tive sabedoria, em todos os meus relacionamentos, para saber amar e cuidar apesar da raiva! A tendência é mesmo, ainda que remotamente, o ser humano (até o melhor deles) declarar guerra e neste momento o outro passa meeeesmo a ser inimigo, quando deveria aprender a ser amigo principalmente nessas horas... É essa a maior prova de amor, a mais genuína, pois amar na paz é fácil!

Quero encontrar alguém que me ature, que me ame até no ápice maior das brigas, em que a cólera cegue e que, mesmo assim, me veja e que não se importe de se molhar... só para me poupar e me manter seca... 

Altas "viagens"... Hoje em dia a coisa está tão feia que nem guarda-chuvas são mais vendidos... usados... e deve ser por isso, meu Deus, que há tanta falta de amor... e tanto excesso de dor... de solidão... de egoísmo...!!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

3 anos e 4 meses!



Hoje acordei com um "Mãe, já acordou?", seguido por um sorriso lindo ao me ver abrir os olhos e virar o rosto para a sua direção... Eu não tinha acordado, estava, ainda, morrendo de sono, mas quem se importa?!? Ser acordada dessa maneira e com mais um "Sua linda!", mesmo comigo parecendo a Medusa com os cabelos desgrenhados, com a cara amassada e com os olhos cheios de remela, traz uma alegria talvez equivalente a ganhar na MegaSena e poder mandar para os ares todas as suas dívidas e dúvidas do que pode ou não comprar! Ganho na MegaSena do amor incondicional e inigualável todos os dias, há exatamente 3 anos e 4 meses, concretizado!

Não me sinto nunca sozinha, porque minha sombra tem quase um metro e não há edifício mais alto do que ela... pesa mais de 13 quilos e a cada oferta mais e mais leveza... É o homenzinho mais apaixonante deste e de todos os outros mundos existentes, dentro e fora de mim! Por ele sou capaz de morrer, e de renascer todos os dias, como sempre faço! Sou também capaz de encarar a cozinha, coisa que eu detesto e que ele bem sabe que "é melhor ficar longe quando ela está no fogão!"

É ele que me ajuda nas tarefas diárias, que prepara, todo bobo e orgulhoso, o suquinho de laranja, que adora lavar louça e não reclama nunca de jogar o lixo fora! É ele que me ajuda a colocar as roupas na máquina, sempre sorrindo, e depois a pendurar cada uma no varal, sempre me dando de dois em dois pregadores! Ahhh, não sabe ele que me dá sempre muito e muito mais do que isso: me dá amor, me dá alegria, me dá esperança, me dá alianças maiores com Deus...

Parabéns, Miguel, e a cada dia sei mais que você foi um grande e eterno presente vindo do céu!

Com amor,
Mamãe Andreia Garcia Faria
 (e que, fique claro,  não tem o seu "da Rocha Silveira", seu implicante lindo!!!)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Com Ele!



Senhor, quantas mudanças tenho percebido em mim de uns tempos para cá!  Tantas vezes senti vontade de explodir e de estourar e nitidamente senti o seu abraço, de Pai, me acolhendo e me acalmando... fazendo a ira dar lugar à serenidade! Tantas e tantas vezes senti que fui poupada por saber, melhor do que eu mesma, que estava no meu limite da sanidade e que todos esperavam que eu reagisse de forma hostil, grosseira, descontrolada, mesmo que tudo isso fosse mais do que justificado!

Obrigada por permitir que eu voe, mesmo que para alguns, limitados e com os olhos ainda tão cheios de escamas, eu esteja rastejando, ou até considerada inerte, anestesiada, alheia a tudo, até a mim mesma! Não me importo mais com o que pensam... se me julgam... se debocham de mim... se me apedrejam... Nada disso me dói mais! Nietzche me conforta, muito mais do que as gotas de Somalium e muito menos se comparado a Ti, que tem sido, mais do que nunca, minha bússola, meu sustento, vento que faz cafuné em meus cabelos e me faz adormecer... feito menina... se é essa a única forma de me silenciar! Me silencio. E durmo... Sei que está comigo! Obrigada!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Faltando o "tu vences"!


Posso dizer que passei por quase todas essas etapas este ano, e, entre um arranhão ou outro, todos de raspão, sem se fixar na minha alma, posso dizer, com orgulho, que sobrevivi. Trago em meu sorriso a satisfação de sacudir árvores que se julgam fortes e inatingíveis... Tem uma que ouso falar até que se recusa a enxergar que perdeu um galho e fica tentando, com Super Bonder, colocá-lo de volta no lugar. Impossível. Não é culpa desse produto, que continua funcionando, mas o esquema ruiu, meu bem, e isso é só o começo. 

Como diria o grande Lulu (Santos): "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia". As árvores que ainda violentam o solo serão arrancadas e aposentadas, e essa providência virá de Deus e não dos homens. Cansaço de ter o seu nome ser dito em vão e por pessoas que se entitulam "evangélicas" sem o serem, verdadeiramente! Quem o é não compactua com o que é errado, não anda de mãos dadas com a injustiça, não tenta apontar como mentiroso nem como louco quem só se recusa a aceitar o erro... a desonestidade... a desumanidade... Muitas máscaras ainda serão arrancadas e só então me sentirei finalizar todas as etapas citadas por Gandhi.

Em mim...

Hermann Hesse sempre foi meio salvador para mim, principalmente agora, época das terapias aceitadas, dos remédios para a alma, da depressão que assola todos aqueles que têm o mínimo de sensibilidade para perceber que o mundo rejeita, cada dia mais, tudo o que vem do ser humano e que tenta pôr, sem piedade, fogo em todas as suas vestes e máscaras... O tempo todo há um convite à nudez da verdade, porém, bobo é aquele que acredita (de verdade) nisso e se despe... totalmente... e recebe ovadas bem no meio da fuça em vez dos prometidos aplausos!

Já eu, felizmente, aprendi a aproveitar os aplausos, os ovos, até o nada... Desconfio até de que seja este o mais bem-vindo! Há tantas possíveis verdades no nada, no silêncio, no aceitar, no não entender... Ando por aí nua... só que ninguém se choca... muitos nem notam... poucos desconfiam disso... Só um ou outro me lança um olhar cúmplice, que pisca e sussurra um "também estou nu" (como se eu não soubesse!). Para os ditos normais, entediantes, quase sempre, revelo que me visto com roupa da cor da pele... Não há nada sendo mostrado, a não ser, claro, a minha cara de pau de às vezes tentar me enquadrar neste mundo de mentiras, de dissimulações, de hipocrisias... Prefiro o(s) mundo(s) que a minha verdadeira nudez esconde e que é um esconderijo (se-cre-to) para poucos, bem poucos...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Guel & Guigui


Nunca vi uma amizade que nem esta... e que nasceu de uma forma que nem sei se saberia explicar, caso precisasse! Há quem os ache parecidos, talvez pelo sorriso, pelos cachinhos, pela sapequice... talvez por captarem que eles são iguais, em essência, em pureza, com suas asas invisíveis, anjinhos lindos que são e que caíram aqui para que alegrassem e dessem mais sentido ainda à vida de suas mães! 

Fico admirada por sentir o entusiasmo de Miguel ao falar do amigo! E sei que a recíproca é verdadeira ao ver Guigui avistar Miguel, na frente da escola, e já soltar um Gueeel! São mais do que amigos de escola, são amigos fora dela, e ouso dizer que são mais do que isso: são cúmplices! Miguel entende tudo o que Guigui diz com seu código ainda secreto de linguagem... e os dois vão se entendendo como se a palavra nem existisse! E quem precisa dela quando se dialoga usando o coração e nada mais?!? 

Temos muito a aprender com esses dois! Como temos! Que Deus permita que, mesmo morando mais distante agora, seus caminhos nunca se descruzem! Amo vocês!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Emoção materlina!


Se eu já era adepta e fã dos neologismos, intensifiquei bastante a minha relação com eles depois que Miguel chegou em minha vida, confesso. Impressionante como as palavras fugiram em alguns momentos e precisei inventar outras para tentar exprimir o que sinto! E olha que às vezes nem recorrendo a isso consigo! O silêncio ou as lágrimas (ou ambos) é a saída, elementos curingas que são! 

Não há, para muitos, nada de mais nesta foto e que leve às lágrimas... Talvez não haja mesmo! Talvez tudo esteja dentro de mim, escondido, e que, com a foto, houve um insight, uma coisa louca e incontrolável que jorrou e jorra em mim, de mim! 

Ver tanto branco com vermelho, tantos gorros, tanta pureza e meiguice, tudo tão arrumadinho, me desarrumou as ideias e me deixou meio dividida, comovida pra caramba! Mergulhei em cada pequenino ali na minha frente, e acho que peguei emprestado um pouquinho de cada um... e trouxe para casa, além de muito do Miguel, um pouquinho do João Pedro, do Guilherme, do Riquelmi, do Kevyn, da Luísa, da Liz (minha norinha!), da Camila, da Izabella, da Gabí, da Ágatha, da Kachiley, da Melissa, da Carol... sem falar que os ausentes (presentes em mim) também vieram, de brinde: Ana Luísa, Maria Clara e João Cardoso!  

Emoção materna e natalina -- daí o neologismo "materlina" -- de saber que esta tão linda turminha, que já experimentou alguns gostinhos meio amargos das mordidas, da adaptação, da incompreensão e da falta de carinho, sobreviveu à primeira turma de convívio social... e ali sorrindo, destemida, sem timidez alguma, transmitindo esperança e fazendo com que essa boba aqui agradecesse a todo instante a Deus pelas lições de amizade e respeito entre pais e entre eles mesmos! Saudades antecipadas de cada um! 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Entrando na dança!


Continuo dançando, sem nenhum tipo de medo... ou constrangimento... Melhor passar como doida que sei que não sou, e se o sou, sou muito mais inofensiva do que muitos sãos que ainda se dizem religiosos e maltratam criancinhas! 

Cada dia mais tenho a certeza de que a maldade é surda... e determinadas pessoas também! Já teriam acordado se tivessem me escutado e poderiam ter conquistado uma amiga em vez de uma inimiga (que sei que é a forma como me veem!). Uma pena! A hora da revelação está chegando! Eu sinto!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sou como a Rachel...


Não consigo entender quem gosta de deixar as pessoas em banho-maria, a seu belprazer, que mente, que ludibria, que omite dados tão importantes... Remotamente eu gostaria de saber lidar com gente assim, pois quem sabe eu seria mais feliz?!? Porém, há algo em mim que pulsa e que, para viver, necessita de um ingrediente cada dia mais escasso neste mundo: sinceridade!

Não sei fazer rodeios... Não gosto de ficar em cima do muro, esperando pra que lado o vento sopra para que isso seja minha bússola... meus sentimentos não estão em leilão, para ver quem dá mais... quem oferece mais vantagens...
 
Às vezes gostaria de aprender a ser mais leve... mais tola... Perspicácia às vezes maltrata tanto e faz o coração até sangrar... Queria saber ser burra, ou cega, não sempre, mas em alguns momentos... Gostaria de ser distraída o suficiente para não querer juntar peças de determinados quebra-cabeças... e achar que todas elas estão desencontradas... mas...
 
Só queria saber também ignorar... ser indiferente... racionalizar sentimentos... e cumprir o que prometo... principalmente a mim mesma! Queria escolher de quem gostar... quando gostar... por quanto tempo gostar... e depois... facilmente... desgostar, na primeira dose (mínima) de dor! Queria, enfim, saber ser indolor, como tanta gente parece conseguir e seguir esse caminho. Talvez eu fosse mais feliz... Talvez não... Talvez... Sim... Não... Talvez...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Hoje entendo!

Hoje tirei mais do que o pó dos meus móveis -- tirei o pó de muitos dos meus fantasmas... pus fogo em muitas amarras e todas as correntes que ainda insistiam em me prender foram lançadas para bem longe... 

Hoje consegui não achar hilariantes os escritos ditos metamorfósicos repetitivos e insensatos de um adolescente que já passou dos quarenta e que até hoje não aprendeu a amar. Hoje consegui olhar no espelho da vida e senti pena de um eu meu refletido numa outra pessoa, dentre tantas outras, considerada, em também tão pouco tempo, "o grande amor da minha vida".

Hoje consegui ver nitidamente toda a louca insistência em se querer repetir uma historia e querer mudar apenas a personagem, trocando antagonistas, cometendo os mesmos erros, usando as mesmas máscaras, as mesmas desculpas, as mesmas promessas e declarações... provavelmente as mesmas cobranças e tentativas de mudar o outro a seu bel-prazer, esquecendo-se de que há taaaaanta coisa a ser mudada em si mesmo e sem que isso aconteça nada vai dar verdadeiramente certo! 

Hoje, Senhor, eu entendo que precisei passar por muita coisa para entender que não havia nada de tão errado comigo, como queriam que eu pensasse, como eu permiti que me deixassem pensar por tanto tempo. A pena foi cumprida, indevidamente, talvez, mas já é chegada a hora de sair da prisão, física e espiritual. Sinto-me livre, sendo eu mesma, com toda gordura, com toda incoerência, com toda grandeza e fraqueza, com todas as qualidades e defeitos, sem me preocupar com futilidades e me aceitando! T-O-D-A! Sinto-me amada... não ainda por alguém (que ainda não chegou, embora tudo indicasse que sim!), mas amada por muitos amigos, pelo meu filho, por Deus, e, principalmente, por mim mesma. Prometo jamais me roubar o amor!

De Prado para Miguel



Filho precioso que eu amo tanto e que sei que é por muitos também amado, desde o meu ventre... que vai conquistando a todos com tamanha facilidade e espontaneidade... por onde passa... real e virtualmente... vai lançando sementes... e já vai dando alguns frutos, que eu, como mãe orgulhosa que sou, vou guardando para que um dia ele saiba saboreá-los sozinho! Um deles é esse presente lindo da "tia" Sandra Prado! Mãe e filho agradecem! Obrigadão por tanto carinho e gentileza, amiga! Obrigada, Senhor, por ter me presenteado com um filho que transmite tanta coisa boa para tanta gente, especialmente para mim! Minha razão de ser e de viver! 


Poema pueril - Para Miguel \ Dequinha

O Criador ,
num momento de bom humor,
resolveu fazer Miguel!
Lá pelas paragens de Cabo Frio
onde águas brincam de pique
com areias da praia...
com varinha de condão invisível
Num sopro divino...

deu vida ao menino...
Num momento de amor e ansiedade,
Miguel surgiu...
sorrindo pra vida...
sorrindo na vida...
sorrindo da vida...
sorrindo...com a vida!!!
Mil borboletas multicolores
uniram-se ao arco- íris
e ornamentaram
o berço do menino.
Certamente
o garoto conseguirá pegar
todos os vaga-lumes
sonhados.
Uma estrela cadente
contou-me este segredo!

(Sandra Prado)

Venha mais vezes, menina...


Aventureira, corajosa, curiosa, esperançosa, confiante, determinada, incansável, que, mesmo sem bússola, pela intuição e pela oração, se lança e vai em direção ao sol, seu Norte... Ela crê nele e Nele... e isso basta. Sabe que, aconteça o que acontecer, a claridade será apresentada a ela, mesmo em meio à total escuridão... Tem seu coração (puro, apesar dos desenganos e das armadilhas espalhadas pelo caminho) como guia e a certeza consoladora de que nunca ficará sozinha. 

Procuro todo dia essa menina em mim... Pena que são raras as vezes em que a encontro!

P.S.: Post dedicado à minha amiga Alice Castro Mantovani, pela imagem com que me presenteou e também por todos os dias cutucar essa menina para que ela acorde! Amo você, viu! Obrigada!

O (a)mar

Aparentemente é tão simples agigantar alguma coisa... Uma pena as pessoas complicarem tanto o que realmente tinha tudo para ser fácil! Para que falsas promessas, declarações não sentidas, antecipadas ou emboloradas, ditas fora do ritmo, do tom, do tempo...?!? Para que dizer que se ama sem nem ao menos gostar e respeitar?!? Quem gosta e respeita, verdadeiramente, demonstra... espera... aquieta... silencia... traz paz... quer paz... quer mais é viver cada dia, pleno, como se o amanhã não existisse. E nem deveria existir. Não como complemento, como em geral se faz, se espera e se cobra, mas como um novo início, uma nova etapa dentre várias... Não por promessas e por nós, mas por vontades e por laços! Somente assim o (a)mar fica maior...

Onde é que o Túlio entra!

Apesar de o título parecer meio ambíguo, as considerações do Túlio sobre o Dia de Finados entraram com tudo na minha lembrança e cavaram uma espécie de túnel do tempo, que verteu-se num grande chafariz. Muitas coisas jorraram em mim... e vieram parar aqui, postas a palmatória (por que não?). 

Quando criança, tinha o hábito de ir, todo dia de finados, com mamãe ao cemitério... e enquanto ela ficava lá concentrada em distribuir flores e velas para os seus entes queridos, eu perambulava por aqueles corredores... Minha maior diversão era tentar desfazer, com toda a inocência de criança, aquela contradição (já incômoda) de ver alguns túmulos com tantas flores, numa ostentação sem tamanho, e outros sem nem uma florzinha, abandonado. Lá ia eu pegando umas margaridas de um e compartilhando com outro; rosas sendo repartidas... o cemitério todo se tornando mais uniforme... mais homogêneo nas cores... nos odores...

Outra coisa que me chamava atenção eram as lápides com as datas certinhas de missões cumpridas, sem um dia a mais ou a menos. Gente que vinha ao mundo no mesmo dia e mês e neste mesmo dia e mês ia embora. Eram poucas as pessoas. Julgava-as, então, diferentes, especiais, e algo me dizia que isso aconteceria, um dia, comigo, o que, cá pra nós, durante muitos anos, me impediu de comemorar o meu aniversário de maneira plena. Havia sempre uma possível despedida embutida, diluída. Há alguns anos, depois de uma oração de renúncia, essa sensação se foi... embora a curiosidade quanto a isso ainda em mim exista. 

Quanto às flores repartidas... Há anos parei de tentar socializar pertences... Desisti de tornar os túmulos mais homogêneos... Nem ali são todos iguais... Ainda bem! Somos únicos, sempre, em qualquer lugar, e aprendi a respeitar que não podemos ofertar o que ofertado já fora e por outrem. Só podemos doar o que nos pertence... e a mim pertence uma saudade imensa dos que se foram e muitas perguntas sem respostas, mas isso, ahhh, isso nem me incomoda mais tanto assim! 

Voltando...

Vim parar aqui motivada por um comentário do meu amigo Túlio, no Facebook, onde adoro, quando posso, perambular. Curioso o fato de sentir essa vontade e de me sentir, também, suuuuuper à vontade de falar sobre maluquices que sempre fiz questão de esconder, como aquela melequinha básica que tiramos discretamente e passamos logo o dedo debaixo de alguma coisa, a fim de escondê-la! Mais curioso ainda é vir "ressuscitar" este meu espaço justamente no dia de hoje - Finados! 

Há algum tempo eu tentaria entender tantas conexões, mas ter um laudo de um psiquiatra é tão LIBERTADOR, ao contrário do que muitos pensam, que hoje descobri que prefiro o desconexo... o caos... e ignoro qualquer falsa arrumação, dentro e fora de mim. Não ignoro nenhuma peça desse quebra-cabeça gigantesco chamado VIDA, mas tenho me limitado, sem me culpar por isso ser tão pouco (o que é o MUITO, afinal?!?), a recolher cada peça, sem pressa de montar o macro. Fica um micro aqui, outro lá, outro acolá... e um dia tudo se cola (ou não).

O importante é a gente se lembrar sempre de que para se ser inteiro (se é que isso existe) é preciso, primeiro, ser fragmento(s). Sou, portanto, várias... cada uma mais verdadeira do que a outra, embora tão paradoxais pareçam e pereçam, na hora certa. Sim, algumas, como tudo na vida, têm prazo de validade. Venço alguns; por alguns sou vencida, e assim vou vivendo... sem medo de mais (quase) nada!